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Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
28/06/24 Ă s 14h34 - Atualizado em 28/06/24 Ă s 14h37

đŸ‘©đŸŒâ€đŸ’»đŸ•”đŸœâ€â™‚ïžSistemas de microcomparação balĂ­stica reforçam combate ao crime

 

Resolução de crimes de forma mais rĂĄpida, investigaçÔes mais eficientes e aprimoramento da cooperação entre as polĂ­cias cientĂ­ficas das 27 unidades federativas do paĂ­s. Esses sĂŁo resultados expressivos do Banco Nacional de Perfis BalĂ­sticos e do Sistema Nacional de AnĂĄlise BalĂ­stica (Sinab), criado em 2021 pelo MinistĂ©rio da Justiça e Segurança PĂșblica (MJSP).

 

Esses sistemas foram desenvolvidos como soluçÔes inovadoras para consolidar e integrar os laudos de microcomparação balĂ­stica, produzidos diariamente pelas forças de segurança pĂșblica em todo o Brasil. O BNPB tem por objetivo subsidiar açÔes destinadas a apuraçÔes criminais federais, estaduais e distritais atravĂ©s do cadastramento de dados e registros balĂ­sticos de elementos de munição deflagrados por armas de fogo relacionadas a crimes.

 

Para tanto, cada estado recebeu um conjunto de equipamentos do sistema Ibis (Integrated Ballístic Identification System), composto por dois scanners (um para projéteis e outro para cåpsulas/estojos) e um computador (chamado Match Point), responsåvel pelas microcomparaçÔes balísticas.

 

O BNPB tem por objetivo subsidiar açÔes destinadas a apuraçÔes criminais federais, estaduais e distritais através do cadastramento de dados e registros balísticos de elementos de munição deflagrados por armas de fogo relacionadas a crimes

 

Operando no Distrito Federal desde setembro de 2023, a partir do LaboratĂłrio de BalĂ­stica Forense do Instituto de CriminalĂ­stica (LBF/IC/PCDF), o BNPB conta atualmente com quase 700 amostras no sistema. “O Banco Nacional de Perfis BalĂ­sticos Ă© a Ășnica forma pela qual as polĂ­cias civis de todo o paĂ­s conseguem fazer conexĂ”es interestaduais de crimes”, explica a perita Ana Carolina Bertollo, chefe do LaboratĂłrio de BalĂ­stica Forense da PCDF.

 

Aos poucos, cada unidade de sistema Ibis estå sendo entregue ao órgão de criminalística responsåvel nos estados. A contrapartida para o recebimento do sistema automatizado de anålise balística é o cumprimento das obrigaçÔes estabelecidas no acordo de cooperação técnica, que requerem que os elementos balísticos oriundos de determinados eventos criminais, como homicídios, latrocínios, feminicídios, roubos etc., sejam inseridos no banco nacional.

 

“Recentemente, tivemos notícia de uma quadrilha de assalto a bancos no Pará, que posteriormente cometeu crimes no Mato Grosso. Tal descoberta foi possível a partir das análises de microcomparação balística realizadas em ambos os estados”, revelou a perita Bertollo.

 

Com o estabelecimento do BNPB e o crescimento da inserção de elementos balísticos por diferentes órgãos de criminalística, aumenta progressivamente a chance de que crimes cometidos em diferentes unidades da federação com uma mesma arma de fogo sejam identificados e as respectivas investigaçÔes policiais possam ser comunicadas a esse respeito. Desde o estabelecimento do Sinab, jå foram identificadas 1.593 ligaçÔes confirmadas e, destas, 23 envolviam crimes interestaduais, enquanto os demais eram locais.

 

 

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