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Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
8/07/23 Ă s 12h30 - Atualizado em 10/07/23 Ă s 10h31

📉 Índices criminais registram queda de homicĂ­dios no 1Âș semestre

 

JoĂŁo Roberto da ASCOM

 

O Distrito Federal tem se mantido em constante queda nos principais Ă­ndices criminais devido Ă  integração do trabalho, Ă  utilização de tecnologia e inteligĂȘncia policial, assim como Ă  constante melhoria dos processos de gestĂŁo e ao estreitamento do relacionamento com setores diversos da sociedade civil. A redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) e dos homicĂ­dios no mĂȘs de junho e no acumulado dos primeiros seis meses do ano vem se mantendo no comparativo com 2022, ano em que o DF atingiu o menor Ă­ndice de homicĂ­dios dos Ășltimos 46 anos.

 

“Estamos empenhados em promover a integralização do nosso trabalho nĂŁo apenas com as forças de segurança, mas tambĂ©m com outros ĂłrgĂŁos governamentais e da sociedade civil, incluindo os Conselhos ComunitĂĄrios de Segurança” – Sandro Avelar, secretĂĄrio de Segurança PĂșblica.

 

O nĂșmero de vĂ­timas de CVLIs – que englobam homicĂ­dios, latrocĂ­nios e lesĂ”es corporais seguidas de morte – tambĂ©m foi o menor em 24 anos, com 141 registros. Isso representa queda de 1,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Em relação ao crime especĂ­fico de homicĂ­dios, no mesmo perĂ­odo, foram registrados 130 casos, a menor marca desde 2000 (24 anos), quando foram contabilizadas 293 vĂ­timas, ou seja, 163 vĂ­timas a menos, mesmo com o aumento da população no decorrer de mais de duas dĂ©cadas.

 

 

“Estamos empenhados em promover a integralização do nosso trabalho nĂŁo apenas com as forças de segurança, mas tambĂ©m com outros ĂłrgĂŁos governamentais e da sociedade civil, incluindo os Conselhos ComunitĂĄrios de Segurança (Consegs)”, afirma o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, Sandro Avelar. O secretĂĄrio ressalta a importĂąncia de atuar de forma estratĂ©gica e regional, por meio de estudos e anĂĄlises das microrregiĂ”es, a fim de aproximar ainda mais o trabalho da realidade da população de cada regiĂŁo administrativa. “Essa abordagem visa compreender, ainda, quais crimes e desordens estĂŁo atualmente impactando a segurança e a qualidade de vida dos cidadĂŁos”, destaca.

 

ViolĂȘncia contra a mulher

De acordo com a Ășltima atualização feita pelo painel de monitoramento de feminicĂ­dios, de janeiro atĂ© sete de julho deste ano, foram registradas 20 vĂ­timas deste crime no DF. No mesmo perĂ­odo do ano passado foram seis casos. O Governo do Distrito Federal (GDF) possui a Rede Distrital de Proteção Ă  Mulher em Situação de ViolĂȘncia DomĂ©stica e Familiar. Na prĂĄtica, isso permite a integração dos diversos ĂłrgĂŁos do poder pĂșblico que jĂĄ vem traçando, em conjunto, polĂ­ticas de prevenção e de combate Ă  violĂȘncia contra a mulher.

 

O secretårio Sandro Avelar ressalta a importùncia de atuar de forma estratégica e regional, por meio de estudos e anålises das microrregiÔes, a fim de aproximar ainda mais o trabalho da realidade da população de cada região administrativa | Foto: Divulgação SSP-DF

 

“O enfrentamento Ă  violĂȘncia contra a mulher Ă© complexa e precisa ser entendida e tratada da perspectiva da integralidade de açÔes, envolvendo diversos segmentos de governo, da Justiça e da sociedade civil. Temos um programa especĂ­fico dedicado a esse tema, com açÔes e tecnologias para coibir essa forma de violĂȘncia, como o serviço inovador que monitora vĂ­tima e agressor 24 horas por dia, impedindo que se aproximem. EstĂĄ em andamento, ainda, a implementação de novas estratĂ©gias para simplificar e ampliar o acesso das vĂ­timas Ă s tecnologias de proteção disponĂ­veis”, destaca o titular da pasta, Sandro Avelar.

 

Crimes contra o patrimĂŽnio

Os seis principais crimes contra o patrimĂŽnio, que impactam diretamente na sensação de segurança da população, estĂŁo queda no primeiro semestre deste ano. SĂŁo eles: os roubos a transeunte, em transporte coletivo, de veĂ­culo, em comĂ©rcio, em residĂȘncia e o furto em veĂ­culo.

 

No roubo em transporte coletivo, uma das principais preocupaçÔes da sociedade e das forças de segurança, a redução foi de 35,6% no semestre, passando de 427, ano passado, para 275 este ano, o que corresponde a 152 ocorrĂȘncias a menos. Se analisarmos somente o mĂȘs de junho, a redução Ă© de 30%, de 50 para 35 casos. Cabe destacar que a SSP/DF iniciou, no inĂ­cio do ano, uma sĂ©rie de açÔes especĂ­ficas envolvendo forças de segurança, a Secretaria de Mobilidade, representantes de empresas de ĂŽnibus, entre outros ĂłrgĂŁos, para o enfrentamento a este crime.

 

 

Os roubos em comĂ©rcio caĂ­ram de 360 para 301 no comparativo dos primeiros seis meses, 16,4% de redução. Nos roubos a transeunte, de veĂ­culo, e em residĂȘncia, as reduçÔes no comparativo semestral foram de, respectivamente, -18,3%, -17% e -22,6%. No caso dos furtos em veĂ­culos, que Ă© quando objetos sĂŁo subtraĂ­dos sem que a vĂ­tima perceba, por exemplo, a queda foi de 17,3%.

 

SequĂȘncia histĂłrica

Entre 2000 e 2012 o nĂșmero de homicĂ­dios oscilou de 293 para 413 vĂ­timas. No entanto, a partir de 2013, com a implementação de uma polĂ­tica de gestĂŁo integrada, os Ă­ndices de homicĂ­dios começaram a cair, ano a ano, chegando, em 2022, ao menor Ă­ndice dos Ășltimos 46 anos. Em 2023, o nĂșmero de crimes letais contra a vida segue em queda.

 

Essa polĂ­tica, estruturada em 2012, possui uma sĂ©rie de mecanismos para fortalecimento da integralização entre forças de segurança e governo, aumentando a participação da sociedade civil e suas instituiçÔes na elaboração de polĂ­ticas pĂșblicas e, ainda, com a produção sistemĂĄtica de estudos voltados Ă  anĂĄlise criminal e de desordens nas microrregiĂ”es, com açÔes cada vez mais pontuais nas cidades.

 

“De dez anos para cĂĄ, essa nova forma de gestĂŁo da segurança pĂșblica vem se aperfeiçoando e os resultados, consequentemente, sendo alcançados. Podemos afirmar que o DF tem, atualmente, um caminho delineado a seguir quando se trata de gestĂŁo de segurança pĂșblica que, naturalmente, deve ser constantemente reavaliada e ajustada”, avalia o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, Sandro Avelar.

 

 

Edição: Saulo Moreno da AgĂȘncia BrasĂ­lia

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