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Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
8/03/23 Ă s 19h39 - Atualizado em 9/03/23 Ă s 11h27

đŸ–đŸŒđŸ‘©đŸœâ€đŸŠ±đŸ‘±đŸŒâ€â™€ïžGoverno reforça campanha #MetaaColher contra o feminicĂ­dio

Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

 

A campanha de prevenção ao feminicĂ­dio #MetaaColher, promovida pela Secretaria de Segurança PĂșblica do Distrito Federal (SSP-DF), serĂĄ reforçada a partir deste mĂȘs. A escolha foi devida ao Dia Internacional da Mulher, celebrada nesta quarta-feira (8). A ação integra, ainda, o pacote de iniciativas do Governo do Distrito Federal (GDF) preparadas para março. A iniciativa inclui vĂ­deos, cards e animaçÔes, que serĂŁo divulgados por meio das redes sociais da pasta – Instagram e Facebook.

 

Alertar a população sobre a importĂąncia da denĂșncia dos casos de violĂȘncia domĂ©stica Ă© o objetivo principal da campanha, que convida a população a repensar a mĂĄxima de que “em briga de marido e mulher nĂŁo se mete a colher”.

 

Com o slogan A melhor arma contra o feminicĂ­dio Ă© a denĂșncia, o movimento se pauta em estatĂ­sticas levantadas pela CĂąmara TĂ©cnica de Monitoramento de HomicĂ­dios e FeminicĂ­dios (CTMHF) da SSP-DF e tem carĂĄter permanente. Um dos dados mostra que em 71,1% dos casos de feminicĂ­dio a vĂ­tima nĂŁo havia feito nenhum registro de violĂȘncia domĂ©stica. Ocorre que, durante a investigação, entre essas que nĂŁo registraram, em 48,7% dos casos hĂĄ informaçÔes no processo – a partir de depoimentos de parentes, vizinhos ou amigos – de que haviam sido vĂ­timas de violĂȘncia anterior – seja fĂ­sica, psicolĂłgica, moral, patrimonial ou sexual.

 

 

Para o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, Sandro Avelar, Ă© necessĂĄrio que toda a população esteja atenta para que o poder pĂșblico possa atuar, acolher e retirar essa mulher do ciclo de violĂȘncia, evitando, assim, a escalada da violĂȘncia e, consequentemente, o feminicĂ­dio. “Esta Ă© uma temĂĄtica que estĂĄ entre as prioridades do GDF e que demanda uma grande atenção da Segurança PĂșblica. O feminicĂ­dio Ă© um crime de difĂ­cil prevenção. 75% dos casos ocorreram no interior das residĂȘncias e quase 80% foram praticados com prĂłprio punho e emprego de objetos comuns como arma branca ou fogo”, explica Avelar.

 

“A denĂșncia Ă© essencial para evitarmos que mais crimes ocorram. Durante a investigação dos crimes consumados foi constatado que em quase 65% a vĂ­tima sofria algum tipo de violĂȘncia. Nossa campanha #MetaaColher expĂ”e que esta Ă© uma luta de todos e convida a população como um todo a denunciar esses casos, atĂ© mesmo de forma anĂŽnima”, destaca o secretĂĄrio.

 

Os dados da CTMHF sĂŁo disponibilizados por meio do Painel Interativo de FeminicĂ­dios. O objetivo Ă© dar mais transparĂȘncia e aumentar a interação dos diversos segmentos da sociedade com o governo no enfrentamento da violĂȘncia contra a mulher. O material Ă© atualizado mensalmente e disponibilizado por meio de tecnologia de business intelligence (BI). De forma dinĂąmica e interativa, Ă© possĂ­vel ter acesso a anĂĄlises e estudos da CĂąmara TĂ©cnica. SĂŁo informaçÔes detalhadas de todos os feminicĂ­dios ocorridos no Distrito Federal, desde a publicação da Lei nÂș 13.104/2015.

 

“A denĂșncia Ă© essencial para evitarmos que mais crimes ocorram. Durante a investigação dos crimes consumados foi constatado que em quase 65% a vĂ­tima sofria algum tipo de violĂȘncia. Nossa campanha #MetaaColher expĂ”e que esta Ă© uma luta de todos e convida a população como um todo a denunciar esses casos, atĂ© mesmo de forma anĂŽnima”Sandro Avelar, secretĂĄrio de Segurança PĂșblica

“Temos um grande nĂșmero de acessos, o que endossa a importĂąncia da disponibilização desses dados Ă  população, aos gestores pĂșblicos, sistema de justiça, acadĂȘmicos e imprensa. Esta Ă©, sem dĂșvida, uma forma de envolver cada vez mais todos os segmentos da sociedade no enfrentamento da violĂȘncia contra a mulher e Ă© essencial para a continuidade de implementação de polĂ­ticas pĂșblicas e campanhas, como a #MetaaColher”, explica o coordenador da CTMHF, Marcelo Zago.

 

De acordo com os dados disponibilizados, a denĂșncia torna-se essencial, sendo a ação inicial mais eficaz de enfrentamento desses crimes, como afirma Zago. “Denunciar, no entanto, nĂŁo Ă© tarefa fĂĄcil para quem sofre violĂȘncia domĂ©stica, jĂĄ que esse Ă© um crime que envolve uma sĂ©rie de aspectos complexos e sensĂ­veis, a exemplo de questĂ”es sentimentais, familiares, religiosas, econĂŽmicas etc. Por isso Ă© importante que toda sociedade se envolva”, frisa.

 

Canais de denĂșncia

Para atender as vĂ­timas de violĂȘncia, o Distrito Federal conta com duas Delegacias Especiais de Atendimento Ă  Mulher (Deam) da PolĂ­cia Civil do Distrito Federal (PCDF). Uma na Asa Sul, a Deam I, e outra no centro de CeilĂąndia, a Deam II. As unidades policiais funcionam 24 horas por dia. AlĂ©m disso, todas as delegacias circunscricionais, ou seja, localizadas nas regiĂ”es administrativas, contam com seçÔes de atendimento Ă  mulher. Os registros podem, ainda, serem feitos pela Maria da Penha Online, disponĂ­vel na Delegacia EletrĂŽnica, que pode ser acessada no site da instituição.

 

Os canais de denĂșncia da PCDF sĂŁo os telefones 197 e 180. Elas tambĂ©m podem ser feitas a denĂșncia online, pelo telefone 197 opção zero, pelo email denuncia197@pcdf.df.gov.br e pelo WhatsApp (61) 98626-1197.

Nos casos de emergĂȘncia, a PolĂ­cia Militar do Distrito Federal (PMDF) deve ser acionada pelo 190. A corporação oferece tambĂ©m o policiamento especializado para atendimento Ă s mulheres por meio do Programa de Prevenção Orientada Ă  ViolĂȘncia DomĂ©stica (Provid). O trabalho ajuda a prevenir, inibir e interromper o ciclo da violĂȘncia domĂ©stica. Em 2022, o programa realizou 24.312 visitas e atendeu 3.181 pessoas, entre vĂ­timas, agressores e testemunhas.

 

 

Edição: JoĂŁo Roberto e AgĂȘncia BrasĂ­lia

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