Governo do Distrito Federal
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16/04/21 às 12h41 - Atualizado em 16/04/21 às 12h47

🖐🏼👧🏾👦🏼Violência contra crianças e jovens é tema de live promovida

Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

Mecanismos de proteção a crianças e adolescentes no DF é o tema da live  que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) promove, nesta sexta (16), às 16h. O encontro será transmitido ao vivo, por meio do Instagram da pasta. Participam da live a titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegada Simone Silva; a subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), Fabiana Gadêlha, da Secretaria de Justiça (Sejus), e a psicóloga Fernanda Jota, da Secretaria de Saúde (SES).

 

“Diante da pandemia, nosso olhar precisa ser ainda mais atento para a proteção desse público”Delegado Júlio Danilo, secretário de Segurança Pública

Durante o encontro virtual, serão abordadas as ações desenvolvidas no DF para coibir a violência contra crianças e adolescentes. Também será apresentada a rede de proteção e acolhimento criada para esse público específico.

 

 

“Esse é um tema transversal, por isso é tão importante a participação de outros órgãos do Governo do Distrito Federal”, avalia o secretário de Segurança Pública, delegado Júlio Danilo. “O debate on-line por meio de uma plataforma tão democrática é uma forma de alerta para o cuidado com crianças e adolescentes, que são tão vulneráveis. Diante da pandemia, nosso olhar precisa ser ainda mais atento para a proteção desse público.”

 

A delegada Simone Silva destaca importância da denúncia nesses casos: “Trazer esse debate à tona é essencial e oportuno. Vamos abordar a importância da denúncia, para que a polícia e demais órgãos de proteção possam atuar e coibir esse tipo de crime. Desta forma, é primordial que a população entenda seu papel de proteção e denuncie, mesmo que anonimamente, por meio do telefone 197, da PCDF, ou do Disque 100, do governo federal”.

 

“A violência não tem um recorte de classe social, e todas as crianças brasileiras podem estar sujeitas” Fabiana Gadêlha, subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes

 

A maior parte dos crimes, lembra a gestora, ocorre no ambiente intrafamiliar. “A proximidade do abusador pode levar a família a não denunciar, por receio ou por falta de comprovação, mas somente com a denúncia, ou mesmo o registro da ocorrência, a autoridade policial poderá atuar de forma efetiva”, ressalta.

 

Vulnerabilidade

O registro de ocorrência desses crimes pode ser feito por meio da Delegacia Eletrônica, na DPCA, localizada no Complexo da Polícia Civil, no Parque da Cidade, e ainda em uma das 31 delegacias de área nas regiões administrativas. “A violência não tem um recorte de classe social, e todas as crianças brasileiras podem estar sujeitas e são vulneráveis à violência; e, por óbvio, as crianças mais pobres têm outras vulnerabilidades sociais que pioram a situação”, alerta Fabiana Gadêlha.

 

“Infelizmente, ainda não protegemos meninos e meninas das primeiras violações que ocorrem dentro de suas casas” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

 

A subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes enfatiza que, para vencer a violência, é necessário promover uma educação adequada e inibir a prática de castigos físicos e tratamento degradante. “Tão importante quanto essa mudança cultural é investir na capacitação e formação continuada de profissionais que atuam no atendimento de crianças e adolescentes – profissionais da saúde, professores, educadores, assistentes sociais, conselheiros tutelares, órgãos de segurança pública, do sistema de Justiça e todos os agentes que atuam na proteção dos direitos da criança e do adolescente, principalmente as famílias”, situa.

 

A psicóloga Fernanda Jota destaca que o debate evidencia a necessidade de manter a atenção ao comportamento de crianças e adolescentes, para identificar possíveis violências. “Precisamos ampliar essa discussão para que as pessoas aprendam quais são os sinais que a criança emite quando está sofrendo violência, principalmente neste período de pandemia”, adverte.

 

Já a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, avalia: “O cuidado integral de crianças e adolescentes é um dever de todos, garantido constitucionalmente, e precisa envolver famílias, escola e poder público. Infelizmente, ainda não protegemos meninos e meninas das primeiras violações que ocorrem dentro de suas casas. É um desafio cultural que precisa ser debatido e enfrentado com rigor, para garantir a convivência familiar e comunitária, mas acima de tudo, a integridade física e psíquica das crianças desde os primeiros anos de vida”.

 

Live –Mecanismos de proteção a crianças e adolescentes no DF

 

Edição: João Roberto