Governo do Distrito Federal
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5/06/20 Ă s 18h01 - Atualizado em 5/06/20 Ă s 18h42

đŸššđŸ˜·SSP/DF faz live para debater violĂȘncia contra a mulher no isolamento social

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

Para debater a temĂĄtica da violĂȘncia domĂ©stica durante o atual cenĂĄrio pandĂȘmico causado pelo novo coronavĂ­rus, a Secretaria de Segurança PĂșblica do Distrito Federal (SSP/DF) promoveu, nesta sexta-feira (5), uma live pelo Instagram. Representantes das polĂ­cias Civil do Distrito Federal (PCDF) e Militar do Distrito Federal (PMDF) participaram da entrevista ao vivo.

 

O intuito do produto de entrevistas da pasta, que serĂĄ incluĂ­do na programação semanal sempre Ă s sextas-feiras, Ă© debater temas afetos Ă  Segurança PĂșblica com a participação de convidados. O formato atende normas de distanciamento social.

 

A titular da Delegacia Especial de Atendimento Ă  Mulher II (DEAM II) que serĂĄ inaugurada em CeilĂąndia nos prĂłximos dias, a delegada Adriana Romana, foi a representante da PCDF. Durante a entrevista, ela explicou sobre o curso de capacitação ocorrido nesta semana direcionado aos policiais que atuarĂŁo na nova delegacia. “O curso teve duração de uma semana e contou com a participação de palestrantes com experiĂȘncia na ĂĄrea de combate Ă  violĂȘncia contra Ă  mulher. Por meio de uma parceria com o Banco Mundial, o curso foi transmitido, por meio de plataforma digital, para secretarias de atendimento Ă  mulher de todo o paĂ­s”.

 

A delegada falou ainda dos protocolos utilizados sobre a temĂĄtica da nova delegacia. “Eles jĂĄ sĂŁo utilizados na PCDF, mas Ă© importante esse compartilhamento entre os servidores que irĂŁo atuar diretamente no atendimento deste pĂșblico”.

 

Um outro ponto colocado pela delegada durante a entrevista foi a importĂąncia de perceber a violĂȘncia contra a mulher em outros pĂșblicos, como crianças e idosos. “Pensamos muito em violĂȘncia contra a mulher aquela cometida contra mulheres adultas, mas esse tipo de violĂȘncia tambĂ©m pode ter como vĂ­tima idosas, adolescentes e crianças. Desta forma, a Lei Maria da Penha tambĂ©m pode ser aplicada no processo instaurado na delegacia, inclusive com a solicitação de medidas protetivas”, explicou Romana.

 

Representando a PMDF na temĂĄtica da violĂȘncia contra a mulher neste perĂ­odo de pandemia, a participação ficou por conta da coordenadora do Policiamento de Prevenção Orientada Ă  ViolĂȘncia DomĂ©stica e Familiar (Provid), tenente Adriana Vilela.

 

Vilela falou da criação e adaptação dos policiais que atuam no Provid durante a pandemia. “A corporação adaptou os atendimentos ao atual perĂ­odo. Nossos policiais estĂŁo orientados a fazer o contato telefĂŽnico inicial, como jĂĄ faz parte de nosso protocolo. O atendimento presencial Ă© feito caso esse primeiro contato nĂŁo seja efetivo. Como trabalhamos com uma abordagem de policiamento comunitĂĄrio e mais prĂłximo da população, muitas vezes entrĂĄvamos nas residĂȘncias durante os atendimentos. Por conta do cuidado para nĂŁo expor nossos policiais e nem a população, passamos atender do lado externo das residĂȘncias”.

 

O PROVID faz tambĂ©m um trabalho preventivo, por meio de palestras, que estĂŁo suspensas neste perĂ­odo. As solicitaçÔes de escolas ou grupos interessados em receber as orientaçÔes dos policiais podem ser encaminhados para o e-mail cpp.docom@gmail.com. “Quem tiver interesse pode solicitar o serviço. Assim que as atividades normalizarem vamos atender”, disse Vilela.

 

Ao final de cada entrevista, as convidadas responderam aos questionamentos dos internautas, que alĂ©m de tirarem dĂșvidas, fizeram sugestĂ”es e agradeceram Ă s respostas aos questionamentos.

 

DenĂșncia
As entrevistadas falaram da importĂąncia da denĂșncia para atuação do Estado. “No caso de uma emergĂȘncia, ao se deparar com uma situação de violĂȘncia Ă© extremamente importante acionar o 190. A viatura mais prĂłxima serĂĄ encaminhada para o atendimento”, disse a coordenadora do PROVID.

 

JĂĄ a delegada falou dos canais de denĂșncia. “A informação pode chegar pelo 197, pelo 180 ou ainda pela delegacia eletrĂŽnica, que passou a permitir esse o registro desse tipo de crime durante a pandemia. A identidade do denunciante Ă© resguardada”.

 

A entrevista pode ser conferida neste link.

 

Edição: Lanna Morais

Arte: Rodolfo Aiello