Governo do Distrito Federal
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21/08/20 às 19h49 - Atualizado em 21/08/20 às 19h50

🔴✋👧SSP/DF debate violência sexual contra crianças e adolescentes durante live

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

Nesta sexta-feira (21), a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) promoveu um debate virtual sobre violência sexual cometida contra crianças e adolescentes. Durante a transmissão, feita por meio do Instagram da pasta, a titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegada Ana Cristina Santiago, e a psicóloga da Secretaria de Saúde, Fernanda Jota, apresentaram o que tem sido feito no Distrito Federal para coibir essa prática criminosa e também a rede de proteção e acolhimento para esse público.

 

A importância da denúncia foi ressaltada pela delegada da Polícia Civil do Distrito Federal. “É primordial que a população entenda o papel de proteção que tem em relação às crianças e adolescentes e denuncie os casos de violência, mesmo que de forma anônima, por meio do Disque 100, do Governo Federal, ou 197, da PCDF, para atuação efetiva das autoridades policiais, mesmo que diante de uma suspeita”.

 

Um levantamento divulgado pela SSP/DF mostra um decréscimo nos registros de violência sexual, no comparativo dos seis primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado – foram 32 casos a menos. A maior parte dos crimes analisados – 60% – tiveram como vítimas o público vulnerável – menor de 14 anos ou contra pessoa que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. Desse total, 82,3% ocorreram no ambiente intrafamiliar. “A proximidade do abusador pode levar a família a não denunciar, por receio ou por falta de comprovação. Mas a denúncia ou mesmo o registro da ocorrência é de extrema importância para que essa violência cesse”.

 

O registro de ocorrência destes crimes podem ser feitos por meio da delegacia Eletrônica, na DPCA, localizada no Complexo da Polícia Civil, no arque da Cidade, e também em uma das 31 delegacias de área nas regiões administrativas.

 

O Protocolo de Polícia Judiciária utilizado pela PCDF também foi abordado por Ana Cristina. “Utilizamos esse instrumento para realizarmos a oitiva de crianças e adolescentes, tanto na condição de vítima como de testemunha de violência. O protocolo tem cunho científico, foi produzido junto da Universidade de Brasília. Ele estabelece que seja realizada apenas uma oitiva para que não haja revitimização desse público. Ouvir uma criança ou um adolescente é muito diferente de ouvir uma pessoa adulta”, ressalta a delegada.

 

Não há um comportamento padrão para vítimas de violência sexual, mas há mudanças súbitas devem ser observadas, afirma a psicóloga Fernanda Jota”. “Uma criança muito espontânea, alegre e de repente passa a ficar mais retraída, mais raivosa. Ou um adolescente que tem rendimento escolar muito bom e tem um decréscimo repentino. Um outro aspecto é apresentar questões ginecológicas, como infecções urinárias. Mas é importante deixar claro que são alertas, sinais, mas também mas não significa necessariamente uma situação de violência. Por isso devem ser investigados”.

 

Fernanda Jota atua em três Centros de Especialidade para Atenção à Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica – CEPAVs. Os Centros existem há 24 anos, com equipe técnica multidisciplinar e dedicada exclusivamente para essas vítimas de violência, que poderão ter apoio biopsicossocial. “Esse trabalho já recebeu reconhecimento nacional, internacional e prêmios pelo trabalho de excelência que é realizado. O atendimento é sem necessidade de marcação, com psicólogos, psiquiatras, pediatras, ginecologistas dedicados ao atendimento de vítimas de violência”.

 

Todos os hospitais do Distrito Federal dispões desses serviços. Durante a pandemia foi necessário fazer um ajuste, mas normalmente o horário de atendimento é de 8h ás 18h. “Antes de ir até um desses locais, é importante fazer um contato antes para saber sobre o horário de acolhimento”, finalizou Fernanda.

 

Seguem os contatos dos CEPAVs:

 

 

O conteúdo completo da live pode ser conferido neste link.

 

 

Edição: João Roberto