Governo do Distrito Federal
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16/07/20 às 20h58 - Atualizado em 16/07/20 às 21h02

ūüö®PCDF e SEAGRI interditam empresa que vendia produtos vencidos

Agência Brasília 

 

A¬†Secretaria da Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) realizou uma opera√ß√£o em conjunto com a Pol√≠cia Civil do Distrito Federal (PCDF) com o objetivo de fechar um estabelecimento que estava comercializando, de maneira irregular, produtos de origem animal ‚Äď carnes, lingui√ßas e kits feijoada, entre outros, em franco risco a sa√ļde da popula√ß√£o. Cerca de duas toneladas de produtos vencidos e sem comprova√ß√£o de origem foram encontradas no local.

 

Foram coletadas amostras dos produtos e encaminhadas ao Laborat√≥rio Central de Sa√ļde P√ļblica (Lacen), que possui um conv√™nio com a Seagri para an√°lises laboratoriais. O propriet√°rio do estabelecimento foi preso em flagrante e conduzido para a delegacia. J√° os produtos impr√≥prios para consumo foram encaminhados para a destina√ß√£o correta.

 

Segundo o gerente de Segurança e Qualidade Alimentar da Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (Dipova), Wendel Lago, o estabelecimento já apresentava irregularidades há um bom tempo e já havia sido alvo de uma série de penalidades e advertências, como interdição e multa no valor de R$ 90 mil.

 

‚ÄúEle n√£o tinha permiss√£o para continuar operando. Verificou-se uma s√©rie de irregularidades e o estabelecimento estava em pleno funcionamento, com condi√ß√Ķes higi√™nico-sanit√°rias muito prec√°rias‚ÄĚ, explicou.

O gerente da Dipova informou ainda que, no momento da a√ß√£o, uma equipe do estabelecimento reembalava produtos vencidos com nova data de validade. ‚ÄúFora as outras in√ļmeras irregularidades que foram detectadas durante a abordagem‚ÄĚ, completou Wendel.

 

O diretor da Dipova, Marco Ant√īnio Martins, explicou que o estabelecimento tinha registro, mas estava com as atividades suspensas e vinha sendo monitorando desde ent√£o. Ele disse ainda que amido estava sendo aplicado para dar volume aos produtos, o que garantia mais lucro ao propriet√°rio. Al√©m disso, corantes proibidos eram usados para dar aspecto de produtos rec√©m-embalados, de modo a enganar clientes.

 

| Foto: Secretaria de Agricultura

‚ÄúA popula√ß√£o pode ficar tranquila que a Dipova est√° trabalhando para que as pessoas possam consumir produtos de qualidade. √Č muito importante que o consumidor procure o selo da Dipova nos produtos, assim ele sabe que est√° comprando um produto inspecionado e seguro‚ÄĚ, afirmou Marco Ant√īnio.

 

Obrigação institucional

O secret√°rio de Agricultura, Candido Teles, ressalta que o servi√ßo de inspe√ß√£o percebeu que o estabelecimento vinha funcionando de forma ilegal, o que levou √† necessidade de fechamento e recolhimento de produtos. ‚ÄúGarantir a qualidade √© uma obriga√ß√£o nossa. Por isso, a decis√£o de fechar o estabelecimento foi tomada para n√£o colocar em risco a sa√ļde da popula√ß√£o do Distrito Federal‚ÄĚ, afirmou o gestor.

 

A subsecret√°ria de Defesa Agropecu√°ria, Danielle Ara√ļjo, exaltou o trabalho da Dipova e lembrou que os servidores est√£o na rua fiscalizando, orientando e garantindo que o consumidor tenha em sua mesa produtos de qualidade.

 

‚ÄúEm tempos de pandemia, em que muitos servi√ßos p√ļblicos est√£o suspensos e muitas atividades sendo desempenhadas via teletrabalho, a nossa equipe continua indo a campo para garantir que o consumidor tenha acesso a alimentos seguros‚ÄĚ, enfatizou.