Governo do Distrito Federal
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7/05/18 às 16h49 - Atualizado em 29/10/18 às 12h56

Roubos diminuem em abril no Distrito Federal

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Números obtidos do banco de dados da Polícia Civil do Distrito Federal, chamado Millenium, mostram queda em praticamente todos os tipos de crimes acompanhados pelo Programa Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida, no mês de abril deste ano. A comparação é feita com o mesmo mês de 2017. Os crimes contra o patrimônio caíram 9,4% e os contra a vida mantiveram-se estáveis. A divulgação dos índices ocorreu, nesta segunda-feira (7), durante entrevista coletiva com a cúpula da Segurança Pública e integrantes de outros órgãos do Governo de Brasília.

 

Com 34,9% casos a menos, o roubo a residências foi o que mais reduziu em termos percentuais, passou de 86 em abril de 2017 para 56 em abril de 2018. Seguindo a lista, com queda de 24,2%, estão os roubos em transportes coletivos (caíram de 223 para 169). A principal explicação para esse resultado é a parceria que os órgãos de segurança têm com a Secretaria de Mobilidade.

 

 

“Essa redução é consequência do policiamento ostensivo bem empregado, da investigação bem feita, e da Mobilidade, que tem contribuído com a redução”, afirmou o subsecretário de Fiscalização, Auditoria e Controle, Felipe Leonardo Martins. “O bilhete único ajudou a reduzir o dinheiro em circulação. Com a biometria fácil, temos mais câmeras [dentro dos ônibus, o que ajuda] a identificar criminosos”, concluiu.

 

Os furtos em veículos, principalmente os arrombamentos, diminuíram 12,9% (1001 para 872). Os roubos em comércios – casas lotéricas, postos de combustíveis e lojas em geral – caíram 10,6%, saindo de 180 para 161 casos. Os registros de assaltos a pedestres tiveram baixa de 6,9% (3003 para 2.875). Os roubos de veículos fecharam com 5% de queda, ou seja, de 401 casos para 381.

 

Houve queda também em todos os crimes contra o patrimônio mencionados no período de janeiro a abril deste ano, comparado ao do ano passado. A maior queda foi de roubo em residência: -35,8% casos.

 

Mortes violentas

O conjunto dos crimes violentos letais intencionais – homicídio, latrocínio e lesão seguida de morte – manteve-se estável: 40 mortes em cada um dos meses analisados. A maior parte é homicídio: 38 vítimas em ambos intervalos. No acumulado, a queda dessas categorias foi de 9,9% (191 mortes para 172).

Sobre as tentativas de homicídio, estas tiveram acréscimo de 2,6% em abril: de 76 para 78. No acumulado, diminuíram 7,9%. As tentativas de latrocínio passaram de 18 para 10, entre os meses de abril, e no intervalo dos quatro meses, caíram 12%.

 

Nos últimos três anos, 574 vidas foram preservadas no Distrito Federal. A informação foi mencionada pelo secretário da Segurança Pública e da Paz Social, Cristiano Sampaio, durante a apresentação dos dados. A análise foi feita da seguinte forma: se o DF tivesse mantido a incidência de mortes violentas que havia no início de 2015 até o final de abril de 2018, mais de quinhentas pessoas teriam morrido.

 

Violência sexual

Também fazem parte do balanço da Segurança os números de estupro, com redução de 45,8%. Foram 72 casos em abril de 2017 e 39 em abril de 2018. O recorte leva em consideração os atos libidinosos ocorridos especificamente no mês, ou seja, não estão contabilizadas as situações de registros de fatos cometidos em meses ou anos anteriores. Nos quatro primeiros meses, ocorreram 193 estupros, contra 235 no mesmo intervalo do ano passado. Isso significa queda de 17,9%.

 

A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Maria Beatriz Ruy, reforçou que a vítima deve procurar ajuda logo após sofrer a agressão, “independente de querer fazer a notificação junto à polícia, para melhorar essa família, a qualidade de vida dela, e diminuir o sofrimento”. Do início do ano até agora, a Secretaria de Saúde contabiliza 107 casos de violência sexual, ou seja, de pessoas que passaram por atendimento na rede pública de saúde. A maior parte das vítimas tem entre 10 e 19 anos, sendo que em 75% das situações o público predominante é o feminino, segundo a diretora.

 

Sensação de segurança

O crime é diferente da percepção que se tem sobre a segurança das cidades, como explicou o titular da SSP/DF. “Isso passa muito pelo fato de se ter uma cidade limpa, onde as pessoas andem em vias limpas, sem mato alto, com postes funcionando bem”.

 

Entre as ações de governo que ajudam nesse sentido estão os programas Cidades Limpas e Bota Fora Entulho, ambos coordenados pela Secretaria das Cidades. Segundo o secretário Hamilton Santos, diversas cidades já foram contempladas. “Como exemplo, a Candangolândia teve 500 imóveis visitados, retiramos 1.460 toneladas de entulho de Vicente Pires e estamos agora passando por Águas Claras”, informou.

 

Participaram da entrevista coletiva, além do secretário da SSP/DF, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes; o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; o diretor-Geral do Detran, Silvain Fonseca; e o comandante operacional do Corpo de Bombeiros, coronel José Martins Rodrigues de Oliveira, representando o comando da instituição.

 

Ainda estiverem presentes na coletiva a secretária de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Ilda Ribeiro Peliz; o secretário das Cidades, Hamilton Santos; e o secretário-adjunto da SSP/DF, Alessandro Moretti.