gototop





FacebookTwitter
Segunda, 08 Janeiro 2018

DF registrou em 2017 a menor taxa de homicídios em 29 anos

  Igor Nogueira
DF registrou em 2017 a menor taxa de homicídios em 29 anos Foto: Wenderson - SSP/DF

Programa Viva Brasília – Nosso Pacto Pela Vida também apresentou queda em outras oito naturezas criminais monitoradas

Os homicídios cometidos em 2017 caíram 15,7% em relação a 2016 – os índices passaram de 591 para 498. Com isso, o Distrito Federal bateu a marca da menor taxa de assassinatos por 100 mil habitantes dos últimos 29 anos. Isso quer dizer que desde 1988 não havia uma taxa tão baixa. Roubos e furtos também apresentaram redução entre os anos analisados. O balanço com os indicadores foram divulgados nesta terça-feira (8) pela cúpula da Segurança Pública.

Se forem analisados apenas os números absolutos, ao invés de taxa índice, 2017 fechou com o menor número de homicídios em 15 anos. No conjunto dos crimes violentos letais intencionais – homicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte – a queda verificada foi de 15,8% ou 101 casos a menos. Foram 640 ocorrências em 2016 e 539 em 2017. Separadamente, os latrocínios baixaram de 44 para 36; e as lesões seguidas de morte mantiveram-se com os mesmos índices nos dois anos: cinco ocorrências, em cada.

"Os ótimos números conseguidos são reflexo da política de segurança do governador Rodrigo Rollemberg, da integração das forças de segurança e os outros órgãos do governo de Brasília”, justificou secretário da Segurança Pública e da Paz Social, Edval Novaes.

Em relação aos roubos e furtos que integram a categoria dos crimes contra o patrimônio monitorados pelo Viva Brasília, a diminuição foi de 5,6%. Os casos registrados nas delegacias caíram de 63.491 em 2016 para 59.953 em 2017. Nesse montante entram roubos a pedestres, de veículo, em transporte coletivo, em comércio, em residência e furto em veículo.

Em número percentual, a menor queda dos crimes contra o patrimônio foi no registro de roubo em comércio 23% (2.774 para 2.136). Essa natureza criminal inclui casas lotéricas, postos de combustíveis e estabelecimentos comerciais no geral. Se forem comparados meses iguais de 2016 e 2017, houve redução nos índices desde abril, ou seja, por nove meses.

O roubo de veículo teve um decréscimo de 14,3%: 5.663 registros em 2016 e 4.855 em 2017. Comparando meses iguais, a diminuição chega a dez meses consecutivos. Os roubos em transportes coletivos, por sua vez, saíram de 3.130 para 2.681, ou seja, menos 14,3%.

A queda nos casos de roubo em residência foi de 6,2%, passando de 919 em 2016 para 862 em 2017. Roubos a pedestres – que têm o celular como principal alvo – tiveram baixa de 3,8% (38.206 para 36.763). Os furtos em veículos, incluindo arrombamentos, saíram de 12.799 para 12.656 (-1,1%).

Mudança de cultura

O ano passado teve um número maior de registros de estupros do que o ano anterior, ou seja, as vítimas tiveram mais coragem para denunciar os agressores. Os casos comunicados às delegacias subiram de 667 para 883 (+32,4%).

Novaes fez uma distinção no número de casos de estupro. “É importante frisar que grande parte desses registros feitos no ano passado se devem a fatos ocorridos anteriormente ao ano de 2016”. Do total de registros feitos em 2017, 196 ocorreram em datas diferentes das noticiadas em boletim de ocorrência.

Atenta ao aumento dos registros e na busca por soluções que visem proteger as vítimas, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP/DF) alinhou ações com outras secretarias e órgãos do Governo de Brasília, por meio do Comitê Intersetorial para o Combate à Violência Sexual no DF. Ele tem a participação, além da SSP/DF, da Secretaria Adjunta de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos; da Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude; da Secretaria de Saúde; e da Secretaria de Educação. O grupo trabalha com o mapeamento de medidas de combate efetivo ao estupro e ao assédio sexual e analisa dados obtidos por meio das Secretarias de Segurança Pública e de Saúde.

Em 543 casos de estupros dos 883 totais de 2017, as vítimas foram consideradas vulneráveis. Isso engloba menores de 14 anos de idade, independente do sexo, deficientes mentais, doentes ou qualquer pessoa que não tenha capacidade de resistência em relação ao agressor.

Acesse aqui a íntegra da apresentação da coletiva. 

VOCÊ ESTÁ AQUI: Início Notícias DF registrou em 2017 a menor taxa de homicídios em 29 anos