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Quarta, 17 Maio 2017

Especialistas explicam como identificar abuso e exploração de crianças e adolescentes

  William Nascimento e Igor Nogueira

Maioria dos crimes são cometidos dentro da casa da vítima

O dia 18 de maio é lembrado como Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida por meio de lei em memória à menina Araceli Crespo, que aos oito anos foi sequestrada, violentada e morta no ano de 1973 em Vitória (ES). No Distrito Federal, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da Polícia Civil é a principal responsável por investigar denúncias de abuso contra menores.

“É necessário reforçar o olhar de cuidado da sociedade para com o bem-estar das crianças e adolescentes. É um dever de todos os cidadãos denunciar casos de abuso sempre que souber”, explica a delegada-adjunta da (DPCA), Patrícia Bozolan.

A maior parte das denúncias no Brasil é ligada a crimes de abuso sexual (72%) e exploração sexual (20%). Somente ano passado, foram registradas 280 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Distrito Federal. As informações são do Disque 100 de Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Segundo a delegada Patrícia Bozolan, os crimes contra vulneráveis são difíceis de se prevenir porque, na maioria das vezes, acontecem na residência das vítimas. “A criança nunca vai denunciar por conta própria. Então, ela precisa manter um vínculo de confiança com alguém para o qual ela vai pedir ajuda”, acrescenta.  

Para a psicóloga e assessora técnica substituta da Vara da Infância e Juventude, Viviane Amaral, esse pedido pode surgir na forma de uma pergunta ou curiosidade. “Mas se ela fala: mamãe, fulano mexeu em mim. E a mãe responde: que isso, minha filha, não fala coisa feia, isso está errado, já bloqueia a criança. Então, a criança pensa que aquela notícia que ela está dando não é uma notícia fácil de se dar e vai causar muito transtorno. Então, ela se cala”.

Ainda segundo a especialista, alguns sinais podem indicar o abuso, sobretudo, aqueles relacionados a uma mudança radical de comportamento. “Se você tem uma criança calma, tranquila, que de repente se torna agressiva irritadiça com medo de ficar sozinha ou na companhia de alguém. Ou ao contrário, uma criança ativa, alegre, que se torna mais quieta”, indica Viviane Amaral.

Quem perceber uma atitude suspeita deve comunicar as autoridades e, dessa forma, ajudar a combater o abuso e a exploração de crianças e adolescentes. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 ou ainda pelo Disque Denúncia da PCDF 197 e o telefone 3207-4523 da DPCA. 

Mobilização

Em apoio à causa, neste dia 18, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, por meio do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e da Polícia Militar do DF, vai participar da 7ª Caminhada Contra o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em Samambaia. A concentração começa às 8h30 na feira da QR 210.

A Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do DF (Secriança) também preparou várias ações para conscientizar a população sobre a importância do dia 18 de maio. A programação completa está aqui.

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