Governo do Distrito Federal
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9/04/19 às 17h19 - Atualizado em 9/04/19 às 17h29

Magistrados e servidores do TJDFT assistem ao espetáculo Baby

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Nicole Vasconcelos, da Ascom – SSP/DF

 

A Escola de Formação Judiciária Ministro Luiz Vicente Cernicchiaro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT, realizou nesta terça-feira (9) a palestra “Tipificação do feminicídio por meio dos sinais de violência simbólica nas provas forenses”. Antecedendo o evento, que ocorreu no auditório do Fórum de Brasília, foi apresentado o Espetáculo Baby – Cena Fórum produzida pela Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade – SUPREC, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

 

A peça – em cartaz há 8 anos, inclusive já apresentada em quatro Escolas de Gestão Compartilhada do DF – é encenada por policiais civis e militares, que dividem o palco para falar sobre violência doméstica e provocar a discussão entre os expectadores. Integram o grupo: Sabrina Lopes, Sílvia Garcia, Lívia Martins Fernandez, Genivaldo Sampaio e Sérgio Eustáquio Araújo. “ Nosso foco é sensibilizar as pessoas, o público”, diz a policial civil, atriz da peça, Lívia Fernandez.

 

A perita médica legista Maria da Conceição Coelho Krause e o perito criminal Marcelo Nunes Gonçalves foram os responsáveis pela palestra. Dra. Krause, em sua fala, frisa: “ A mulher ainda sofre as consequências da cultura. Temos que mudar a cultura. O feminicídio é filho da Maria da Penha (referindo-se a lei que protege as mulheres). O trabalho da gente é receber a vítima, aceitar. Mas, infelizmente, a frase que sempre é dita nas delegacias é : a senhora aqui de novo”.

 

O perito criminal, Dr. Marcelo, acredita que “ o problema da violência contra a mulher cessa com o afastamento do agressor”. E informa: “ O protocolo da Polícia Civil, agora, é diferente. Qualquer cadáver feminino encontrado, no primeiro momento, será tratado como feminicídio”.

 

O Desembargador George Lopes Leite, diretor-geral da Escola e Juiz de Execução Penal, na abertura oficial, agradece ao Secretário da SSP/DF, delegado Anderson Torres, pela parceria e apoio. “ Devemos conter a violência em nosso meio. Medidas efetivas de Políticas Públicas são importantes”, fala.

 

“Reconhecer o que é realmente verdade é um desafio. Daí as perícias judiciais. É impossível fazer justiça sozinho. São os juízes, os advogados, os promotores, todos juntos, fazem este papel”, completa o Desembargador.

 

O evento teve como objetivo o de capacitar magistrados e servidores de TJDFT para identificar os sinais de violência simbólica nas diversas provas forenses, nesta nova forma qualificada do crime de homicídio, um crime de ódio baseado no gênero e na problemática de cunho social.

 

 

Desembargador George Lopes Leite, diretor-geral da Escola

A perita médica legista Maria da Conceição Coelho Krause e o perito criminal Marcelo Nunes Gonçalves