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Como analisar as estatíticas

Transparência nos indicadores de criminalidade do Distrito Federal

As estatísticas criminais ajudam o Estado a avaliar qual é a real situação da segurança pública e, com isso, desenvolver planejamentos mais qualificados para prevenir a criminalidade e a violência. No Distrito Federal, a coleta dos dados criminais é feita pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, por meio da Subsecretaria de Gestão da Informação – responsável por reunir as informações das instituições policiais e elaborar estudos aprofundados sobre a evolução dos crimes.

Desde 2015, com a implantação da política de segurança pública do Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida, os índices criminais são divulgados exclusivamente pela SSP-DF, no site institucional, cumprindo o compromisso da prestação de contas à população. Os números são compilados em recorte mensal e anual, ficando disponíveis sempre no início de cada mês. Há também divulgações por meio de coletivas de imprensa que têm o intuito de levar a informação oficial ainda de forma mais clara à comunidade, não ocorrendo necessariamente todos meses.

Dados estatísticos precisam ser interpretados

Utilizar números estatísticos requer análise e compreensão de quem os obtém, sendo assim, é preciso ter prudência já que ao utilizá-los de forma equivocada pode resultar até mesmo em um desserviço à população. Saber a diferença de um número absoluto para números relativos (índice por grupo de 100 mil pessoas) e a correta comparação de percentuais são algumas considerações a se fazer pela área estatística desta Secretaria para não haver a má interpretação dos indicadores criminais.

A coleta e a divulgação de um dado estatístico não são tão simples. Há sucessivas etapas de análise e qualificação que vão desde a identificação do crime, a notificação do fato às autoridades policiais, até o registro do boletim de ocorrência e o enquadramento do fato.

Embora a divulgação de números seja feita normalmente no recorte mensal, sempre há uma reanálise do banco de dados nos meses seguintes. Isso acontece porque pode haver mudanças no decorrer de uma investigação. Por exemplo, um fato foi inicialmente registrado como latrocínio (roubo seguido de morte da vítima), mas durante a investigação a autoridade policial concluiu que se tratava de um homicídio. A mudança interfere em uma escala de todo o Distrito Federal, podendo afetar o recorte de determinada região administrativa. Também pode acontecer de um caso estar “em apuração” e depois passar a ser enquadrado em algum tipo de natureza criminal.

Portanto, se em um mês for divulgado determinado número para um tipo criminal e alguns meses depois for verificado um pequeno aumento ou diminuição dos números, não significa que aquele índice está incorreto, mas que houve uma revisão da estatística. 

Produtividade

Quantidade de drogas e armas apreendidas, flagrante por tráfico ou uso e porte de entorpecentes, prisões de autores e apreensões de adolescentes são frutos das ações policiais, ou seja, estão relacionados à produtividade. Por isso, se em uma região administrativa houve aumento nos flagrantes de tráfico de drogas significa que as polícias se empenharam mais em combatê-lo. Da mesma forma, para uso e porte de drogas.

 
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