Governo do Distrito Federal
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11/04/13 às 16h30 - Atualizado em 29/10/18 às 12h49

De pretinho básico

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Mulheres fazem parte do grupo operacional tático do Sistema Penitenciário do DF 

Mulher não é o sexo frágil, pelo menos na Diretoria de Operações Especiais – DPOE – grupo tático de intervenção penitenciária e escoltas do Sistema Penitenciário do Distrito Federal. Homens e mulheres recebem as mesmas missões e tratamento do diretor e criador da DPOE, Mauro Albuquerque.

“Elas são altamente treinadas e capazes de enfrentar qualquer tipo de situação no ambiente carcerário”, contou. De acordo com ele, além de serem tão capazes quanto os homens, as mulheres ainda são mais dedicadas. “Além de tudo, a presença feminina deixa o ambiente mais leve”, completou Mauro. Atualmente, 12 mulheres compõem os quadros da DPOE.

De acordo com a agente penitenciária Edilenia Bechepeche – lotada na DPOE desde sua criação em 2001 –, não há diferença na rotina de trabalho e muito menos no treinamento diário de homens e mulheres na Diretoria. “Não vejo tratamento diferenciado na DPOE por parte da diretoria nem dos colegas. Somos respeitadas em todas as atividades”, disse Edilene, que participou da intervenção feita na última rebelião ocorrida no DF, em 2001.

Há três anos na DPOE, Jaqueline Reisman, agente de atividades penitenciárias, tem a mesma opinião da colega de trabalho. “Mesmo no universo de 164 homens e apenas 12 mulheres não sofremos nenhum tipo de discriminação e podemos realizar nosso trabalho. Isso me deixa feliz”, comentou. O número reduzido de mulheres na DPOE se deve a escassez de mulheres no Sistema Penitenciário. Há uma necessidade maior nos presídios por conta dos dias de visitas, às quartas e quintas-feiras, quando são feitas as revistas pessoais nas visitantes.

DPOE

Criada em março do ano 2000, a DPOE, inicialmente criada como Gerência Penitenciária de Operações Especiais – GPOE, é uma Unidade tipicamente operacional, vinculada à Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal – SESIPE. A missão precípua da diretoria é prover a segurança do Complexo Penitenciário do DF, além de fazer o transporte de detentos, investigações e recaptura de foragidos, contenção e intervenção em ambiente carcerário, escolta de autoridades nas dependências prisionais, entre outras.

Anualmente, são feitas cerca de 29.000 escoltas de detentos sem o registro de nenhum incidente até hoje. Tal resultado é fruto do trabalho desempenhado com seriedade, competência, disciplina e capacitação profissional de seus integrantes.

A DPOE já ministrou cursos de intervenção rápida em recinto carcerário, de imobilização tática policial, de manuseio do bastão PR24 (TONFA), de escolta armada, armamento e tiro e segurança de autoridades para profissionais da área de segurança do DF e de outros estados, como Rio de Janeiro e Goiás. Em maio, a DPOE realizará, por meio da Escola Penitenciária do Distrito Federal (EPEN-DF), o 17° Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário – Módulo Básico, em período integral e regime de internato.

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