Governo do Distrito Federal
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9/06/21 às 15h15 - Atualizado em 9/06/21 às 18h39

🚨💻 Servidores da Segurança Pública poderão se inscrever até sexta-feira(11) em curso Libras

SSP/DF e IFB

 

O prazo de inscrição para servidores das forças de segurança e da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) participarem do curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras), ministrado pelo Instituto Federal de Brasília (IFB), termina nesta sexta-feira (11). Após a capacitação dos participantes, será elaborado um protocolo de atendimento às pessoas surdas.

 

 

O secretário de Segurança Pública, delegado Júlio Danilo, avalia como essencial essa iniciativa para melhor entendimento e comunicação entre os profissionais da SSP e a comunidade surda. “Além disso, após a capacitação, o objetivo é que se crie um protocolo para facilitar a atuação das forças de segurança, com abordagens policiais, registros de ocorrências em delegacias, atendimentos emergenciais pelos bombeiros e, ainda, a solicitação de documentos durante uma blitz feita por agentes de trânsito”, explica.

 

“Essa formação vai ser muito importante para os servidores conseguirem se comunicar com os surdos e prestar um atendimento coerente e humanizado” Alessandra Fonseca, coordenadora de Políticas Inclusivas do IFB

O curso ocorrerá de forma on-line e ao vivo, pela plataforma Zoom, com carga horária de 120 horas. Com início no dia 22 deste mês, as aulas serão realizadas duas vezes por semana, às terças e quartas, das 9h às 10h30 ou das 13h30 às 15h. O professor será Leandro Torres, docente de Libras do Campus Taguatinga do IFB e também surdo.

 

A coordenadora de Políticas Inclusivas do IFB, Alessandra Fonseca, lembra que a importância desse acordo entre o instituto e a SSP está na inclusão. “Essa formação vai ser muito importante para os servidores conseguirem se comunicar com os surdos e prestar um atendimento coerente e humanizado”, pontua.

 

Outras parcerias

O IFB também tem parceria firmada com a Secretaria de Saúde (SES), desde 2019, para o ensino de Libras a servidores da saúde, igualmente com o objetivo de promover um atendimento mais humanizado. Já foram ministrados cursos para profissionais dos hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e de Samambaia (Hrsam).

 

Alessandra Fonseca ressalta que todo o amparo necessário deve ser oferecido às minorias, campo em que se destaca a divulgação da Libras, a segunda língua oficial do Brasil. “As pessoas surdas vão se sentir amparadas quando derem entrada em hospital ou delegacia”, ilustra. “Deve ser uma angústia muito difícil ir a esses lugares e não ter como se comunicar. A gente colaborar para uma comunicação inclusiva não tem preço”. A gestora diz esperar que mais ações de inclusão possam ser executadas futuramente, com enfoque em pessoas com outras deficiências.