Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
18/12/19 às 13h52 - Atualizado em 18/12/19 às 14h01

🚫🦟CBMDF e Saúde combatem o mosquito da dengue no Arapoanga

COMPARTILHAR

Agência Brasília

 

 

Agentes de campo da Secretaria de Saúde e militares do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) visitaram, nesta quarta-feira (18), residências do Arapoanga, em Planaltina. A região foi escolhida para ser o projeto-piloto da operação Supressão do mosquito. O objetivo é instalar, nas casas do bairro, até 4 mil armadilhas para a captura do Aedes aegypti como parte das ações de combate à dengue no local.

 

Armadilha preparada

As armadilhas são colocadas em ambientes sombreados, a um metro e meio de altura, porque o mosquito faz voos baixos. Os recipientes não possuem veneno algum, apenas água, que atrai os insetos para depositar suas larvas no local.

 

Assim que entram na armadilha, ficam presos nela. Entre 15 e 60 dias depois, as equipes voltam às residências para conferir os recipientes e avaliar a incidência do mosquito nas residências.

 

Durante a operação, nove ônibus do Corpo de Bombeiros foram utilizados para transportar cerca de 350 soldados. Eles atuaram ao lado de 25 servidores da Secretaria de Saúde, em dez caminhonetes da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival). E visitaram, em duplas, as residências do Arapoanga.

 

“Para mim, esta visita é ótima. É uma segurança a mais para os meus netos e para mim, que já tive dengue há três anos”, elogia a aposentada Maria da Conceição, 54 anos, que recebeu em casa a equipe para instalar as armadilhas.

Outro local escolhido foi a casa do mecânico Aléssio Alves. Para ele, a colocação das armadilhas é primordial, especialmente depois que seus filhos tiveram dengue no ano passado. “O índice de casos é alto no Arapoanga. Só de ter a presença dos bombeiros e da Secretaria de Saúde aqui é válido. Estão de parabéns por esta ação”, elogia.

 

“Temos uma média de 12 mil imóveis no Arapoanga e uma incidência muito alta de casos. Então, o Corpo de Bombeiros entra como parte operacional, nos ajudando com as instalações, e a Vigilância Ambiental entra como parte técnica, fazendo o monitoramento e a análise dos dados, para fazermos ações que diminuam a população de mosquitos na região”, explica a chefe do Núcleo Regional de Vigilância Ambiental de Planaltina, Michelle Peçanha.

 

Segundo o diretor da Dival, Edgar Rodrigues, devido à importância da operação Supressão do Mosquito, alguns administradores regionais já procuraram a Vigilância Ambiental para também receber a instalação de armadilhas. “Já tivemos reuniões com administradores do SIA, São Sebastião e ainda falaremos com o de Vicente Pires também. O interesse é de todos”, informou.

 

A previsão é de que aproximadamente 8 mil armadilhas​ sejam instaladas em todo o DF.

 

 

Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde-DF