Governo do Distrito Federal
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15/05/20 às 11h58 - Atualizado em 18/05/20 às 15h37

🚨😷 Penitenciária Feminina produz 20 mil itens de proteção durante a pandemia

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF
Desde o início da pandemia motivada pela contaminação pelo novo coronavírus, internas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF) passaram a produzir itens de proteção individual, como máscaras e kits compostos por capote, propés e toucas. Até esta semana, vinte mil foram produzidos – dez mil encaminhamos para a Secretaria de Saúde (SES) e os demais para as unidades prisionais.
A expertise para produção do material foi adquirida com profissionais da Saúde e segue normas da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.
Direção e agentes da unidade prisional se debruçaram na busca do material a ser utilizado.
Além das doações recebidas, a Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF) fez a compra de tecido TNT e elástico. A produção se deu após a preocupação do secretário de Segurança, o delegado Anderson Torres, com a dificuldade da compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
“Diante da pandemia que estamos vivendo, esses materiais passaram a ficar escassos no mercado. A utilização é diária nas unidades prisionais e com a inauguração dos novos blocos do Centro de Detenção Provisória II (CDP II), destinados para internos infectados ou em quarentena, o cuidado deve ser ainda maior. Desta forma, estamos dando o apoio necessário para que a produção atenda nossa demanda”, disse Torres.
Trinta sentenciadas estavam participando da confecção do material. O número foi reduzido para dez, para evitar o contato entre elas. Todas faziam parte da oficina de costura na unidade prisional. Elas produziam, além de chinelos, uniformes para as serem utilizados pelas reeducandas da própria unidade prisional e artesanatos”, explicou o coordenador-geral da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (SESIPE), o delegado Érito Pereira.
A produção dos itens atende também a uma orientação da Vara de Execução Penal (VEP) para que os presídios viabilizem formas de compensação pela falta de visitas, saídas temporárias e trabalho externo, como afirma a PFDF, Rita de Cássia. “Com a suspensão dos benefícios, buscamos formas de entreter as sentenciadas. Além disso, elas se sentem muito especiais podendo contribuir de alguma forma com o combate a esta crise sanitária”.
A produção irá se estender até o final da crise pandêmica.
Edição: Lanna Morais
Foto: Divulgação/PFDF