Governo do Distrito Federal
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11/09/19 às 17h46 - Atualizado em 16/09/19 às 16h41

?? BAVOP: policiamento feito de cima

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

 

Acionamento do Centro de Operações Policiais Militares (Copom) para auxiliar outras unidades policiais. Operações de patrulhamento preventivo para redução de crimes, como roubo de veículos. Ações conjuntas com outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), como a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), para redução de crimes ambientais. Operações conjuntas com forças policiais federais, como a Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Treinamento. Bastante treinamento. Esta é um pouquinho da rotina diária dos policiais militares que compõem o Comando de Policiamento da Polícia Militar (CPAER), da Polícia Militar do Distrito Federal.

 

Nesta semana, teve início a segunda capacitação anual necessária e obrigatória aos policiais da unidade. “Fazemos o treinamento duas vezes por ano para nossos pilotos, tripulantes, mecânicos e demais policiais”, explicou o comandante de Policiamento Aéreo, coronel Fábio Leite.

 

O CPAER atua com quatro helicópteros e dois aviões, sendo que um deles está em fase final de transferência de documentos. Ao todo, 73 policiais fazem parte do Comando. Destes, 44 estão aptos a pilotarem as aeronaves. Os demais são divididos em setores administrativos, tripulantes armados e mecânicos. O tempo de voo chega a 800 horas, anualmente.

 

“O difícil não é voar, mas é fazer voar. Ou seja, para atuarmos de forma plena, precisamos de todas as condições, como contrato de manutenção e abastecimento vigente, treinamento e capacitação de nossos policiais”, disse Leite.

 

Desde 2014, a formação dos pilotos, como em todas as outras áreas, ocorre no próprio Comando. “Passamos a oferecer a capacitação de 40 horas aos nossos pilotos. Anteriormente, a formação inicial ocorria fora da unidade. Ao retornar, era necessário novo treinamento com nossas aeronaves e adaptações ao patrulhamento. Atualmente, o curso é feito aqui, após aprovação no teste necessário para pilotagem, realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)”, completou o comandante.

 

O Planejamento Operacional Padrão (POP) da unidade é seguido à risca. “Diariamente fazemos a leitura dos procedimentos e relatórios de perigo, ou seja, somos lembrados de nossos compromissos em nosso briefing diário”, contou o comandante.

 

Voos noturnos

Além de canhões acoplados, com capacidade para iluminar um campo de futebol, as aeronaves possuem câmeras termográficas. O equipamento identifica pontos de calor, que auxilia a atuação durante a noite.

 

Localização

O Comando, localizado no 4º Batalhão, no Guará, é divido em dois batalhões: o 1º Batalhão de Aviação Operacional (1º BAVOP), responsável pelos helicópteros, e o 2º Batalhão de Aviação Operacional (2º BAVOP), responsável pelos aviões e escola de formação.

 

A localização permite chegar muito rápido, em média três minutos, na área central de Brasília. O local de maior distância, Planaltina, quando acionado, as aeronaves chegam para sobrevoo em 15 minutos.

 

O deslocamento das aeronaves é feito para auxiliar outras unidades policiais da PMDF, como policiamento ordinário e unidades especializadas. Também auxilia outras forças policiais. “Nesta semana, acompanhamos o deslocamento de presos em apoio à PRF e participamos de operações da PF”, finalizou Leite.

 

Grandes eventos

O patrulhamento aéreo do CPAER também participa do monitoramento do trânsito, principalmente em grandes eventos. “Atuamos monitorando ônibus que chegam à cidade e o trânsito, de forma geral, e acompanhamos os eventos, como jogos de futebol. Nestes casos, operamos com a aeronave, que tem tempo de voo maior que o helicóptero”, contou o comandante do 2º BAVOP, major Geraldo Pereira Silva.

 

O Batalhão de Operações existe há 26 anos e atuou em ocasiões como Copa do Mundo, Copa das Confederações e posse presidencial.

 

A unidade policial atua de forma conjunta com outros órgãos do GDF.  Por conta da facilidade de percepção aérea, é possível orientar a SEMA informando novas ocupações irregulares. “O Instituto Chico Mendes e a SEMA solicitaram nosso apoio para informá-los sobre ocupações irregulares. De cima, conseguimos perceber facilmente essas áreas e informamos aos órgãos competentes”, explicou Silva.

 

Manchas criminais

O patrulhamento realizado pela unidade tem como base as manchas criminais produzidas pela secretaria de Segurança Pública (SSP/DF). “Atuamos nestes locais e, caso haja mudança ou aumento dos locais de ocorrência destes crimes, também direcionamos nosso patrulhamento”, contou o chefe da Seção de Operações de Voo, capitão Diogo Victor.

 

A recuperação de veículos tem sido uma das grandes atuações do Batalhão. “Atuamos na localização de veículos e, dentro de nossos acionamentos, conseguimos recuperar até 80% deles”, finalizou o comandante Fábio Leite.

 

 

 

Edição: Lanna Morais e Nicole Vasconcelos

Foto e imagens: Maurício Araújo

Edição de vídeo e roteiro: Rodolfo Aiello

 

 

Confira o vídeo:

 

 

Veja as fotos:

 

BAVOP