Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
12/11/19 às 18h37 - Atualizado em 12/11/19 às 19h08

?Mais de 720 pessoas assistem espetáculos em festival de teatro da SSP/DF

Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

Terminou, nesta terça-feira (12), o 1º Festival de Teatro e Segurança Pública: Segurança EnCENA. A mostra foi criada para apresentação de espetáculos criados a partir das oficinas realizadas ao longo do ano pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF).

 

O Festival ocorreu entre os dias 3 de outubro e 12 de novembro com apresentação de três trabalhos artísticos de autoria dos participantes das oficinas – A Coisa Impetuosa, Outras Histórias das Mesmas e SÓHNÓS – além de Baby – Cena Fórum, espetáculo premiado nacionalmente criado em 2012. Cerca de 720 pessoas assistiram a doze apresentações no Recanto das Emas, Plano Piloto e Sobradinho.

As peças tiveram temas como participação social dos envolvidos, debates sobre Segurança Pública, prevenção à criminalidade, autoestima, depressão, bullying e empoderamento protagonizados pelos próprios jovens.

 

Para o secretário executivo de Segurança Pública, Alessandro Moretti, a prevenção à criminalidade é uma das prioridades da atual gestão da SSP/DF. “Foi feita uma readequação para podermos atuar de forma mais eficaz na prevenção. A realização das oficinas é uma das formas de estarmos mais próximos da população em situação de vulnerabilidade”.

 

A atuação da SSP/DF nesta área é feita em três eixos: egressos, população em situação de vulnerabilidade e combate à violência contra a mulher.

 

As aulas foram ministradas pelos policiais e atores Lívia Fernandes e Genivaldo Sampaio, que compõem a Companhia de Teatro Pátria Amada, que faz parte da Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (Suprec), da SSP/DF. Eles são também os atores de Baby – Cena Fórum.

 

A aluna e atriz do espetáculo A Coisa Impetuosa, Y.G, de 14 anos, falou da importância das aulas de teatro no enfrentamento de problemas pessoais, principalmente o bullying. “Antes de fazer teatro eu estava em depressão, sofrendo por conta de bullying. Eu me cortava, estava muito mal, mas fazer teatro mudou minha vida. Os professores, Lívia e Genivaldo, me ajudaram muito, estiveram ao meu lado, assim como os amigos que fiz durante a oficina. Teatro é vida”.

 

Já a colega de elenco, A.A, de 9 anos, tinha vontade de atuar e pretende continuar a fazer teatro. “Quero fazer teatro para sempre”.

 

Baby
O espetáculo Baby foi criado a pedido da delegada Ana Cristina Santiago, à época delegada-chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). Atualmente, Ana é a responsável pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente – DPCA.

 

“A peça começa de uma forma peculiar. Quando cheguei à delegacia, em novembro do ano anterior, pedi à Lívia que preparasse algo diferente para Dia Internacional da Mulher, para falarmos de violência contra a mulher, que é sempre um tema difícil. Até hoje nos emocionamos com o espetáculo. Fico feliz de ver a trajetória que estão trilhando”, disse Santiago.

 

Também estiveram presentes o coordenador do Núcleo Judiciário da Mulher (NJM/TJDFT), o juiz de direito, Dr. Ben-Hur Viza, e a coordenadora do Núcleo Judiciário da Mulher, Fabriziane Figueiredo Stellet Zapata.


Edição: Lanna Morais
Foto: Flávio Alve